Riot descarta reavaliar punição no caso Loop: "Não faz sentido"

A contratação de Caio "Loop" Almeida pelo paiN Gaming para ser analista da equipe de League of Legends deu esperanças à comunidade de que o Support pudesse ser liberado para defender o time ainda na temporada 2016. Entretanto, a possibilidade de diminuir a punição está descartada, de acordo com o gerente de e-sports da Riot Games Brasil, Philipe "PH Suman" Monteiro.
"Não faz muito sentido. Estamos bem seguros quanto à decisão tomada e à investigação que foi feita em torno deste caso. O peso [da punição] foi o mais adequado possível", disse PH Suman em entrevista à ESPN. Ele salientou que a empresa está sempre disposta a reavaliar punições, mas que não é o caso da penalidade envolvendo Loop. "Ninguém apresentou nenhuma prova ou discussão nova, não tem porque a gente voltar".
Por ter aliciado Loop, enquanto o Support tinha contrato vigente com o INTZ, no ano passado, o paiN ficou proibido de inscrever o jogador em competições oficiais durante toda a temporada 2016. Um diretor - cuja identidade não chegou a ser anunciada pela Riot - está impedido de ir ao estúdio do Campeonato Brasileiro (CBLoL) ou a eventos oficiais, e a organização não receberá premiação e direitos de imagem. O dinheiro será repassado diretamente aos cyber-atletas.
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Loop está atuando no paiN Gaming como analista na temporada 2016 (Foto: Riot Games)
A transferência de Loop para o paiN foi revelada pelo MyCNB, no início de dezembro. Entretanto, o negócio não se concretizou. Na ocasião, o jogador e a organização negaram veementemente o acordo. Dez dias depois, a Riot anunciou punições ao atual bicampeão brasileiro por tentativa de aliciamento.
Em janeiro deste ano, Loop quebrou o silêncio e afirmou, pelo Twitter, que realmente tinha a intenção de deixar o INTZ. Semanas depois, em entrevista exclusiva ao MyCNB, o Support revelou que soube do interesse do paiN pela mãe, que havia conversado com a mãe do Solo Top Matheus "Mylon" Borges.
"É um problema maior ainda que o jogador queira, de fato, ir para a organização. É justamente para isso que existe a política antialiciamento. É para que não chegue a um jogador que está regularmente contratado a informação de que outra organização quer tirá-lo de lá antes do término do contrato, justamente para que o jogador não fique abalado, não diminua seu desempenho e não deixe de cumprir seu contrato vigente", disse PH Suman, na entrevista à ESPN, ao explicar a política antialiciamento, implantada no Brasil em 8 de agosto do ano passado.
No mês passado, o paiN anunciou a contratação de Loop, que poderia ir para qualquer outra equipe como jogador, para ser analista, o que não infringe a punição imposta pela Riot, já que analistas não são inscritos no CBLoL.
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