RACISMO EM LEAGUE OF LEGENDS: JOGADOR DA CNB SOFRE PRECONCEITO

Brasileiro de League of Legends não possuem paciência ou estabilidade emocional para ver seu time perder um Barão, uma partida, uma série ou uma decisão. Um atleta precisa saber lidar com o segundo lugar ou até mesmo a última colocação, mas a torcida nunca se conforma. Se os resultados são positivos, a visão é de que os jogadores não fizeram mais que sua obrigação. Mas quando a partida termina em derrota, a situação é muito mais delicada.
O desequilíbrio emocional de parte do público é quase palpável enquanto os jogos do Campeonato Brasileiro de League of Legends são transmitidos. Os comentários negativos no chat das transmissões misturam desapontamento com mensagens raivosas dos torcedores, que para descontar a frustração relacionada à performance da equipe favorita, utilizam-se de xingamentos e termos homofóbicos ou racistas.
A organização CNB e-Sports sabe muito bem o gosto amargo do ódio da torcida. Após uma fase difícil na primeira temporada do CBLoL 2016, toda a equipe da CNB teve que lidar com o forte racismo em relação a Franklin “Aoshi” Coutinho, o único jogador negro da escalação. Como se não fosse suficiente, o público começou a destilar esse preconceito também nas streams pessoais do atleta, atacando-o em um momento no qual ele deveria estar mais próximo de seus admiradores.

“As pessoas são muito voláteis, em qualquer esporte todos são assim", diz Gustavo Ruzza, analista do CBLoL. Ele comenta sobre o cenário de League of Legends: “Veja por exemplo a paiN: não importa se o brTT jogou bem ou mal, se a paiN perde geralmente sobra para ele, porque é um jogador muito famoso e recebe demais esse tipo de crítica. Nem sempre as pessoas focam no responsável, eles costumam eleger um bode expiatório para descer a lenha e não tem uma visão do panorama geral, de qual é o problema e quais seriam as soluções. Sempre vão atrás do alvo mais óbvio para descontar a frustração do público.”

Um dos diversos comentários vistos nos jogos da CNB. 

Cleber Fonseca, diretor e COO da CNB e-Sports, explica como a organização lidou com essa postura negativa da torcida. “Internamente nós preparamos o jogador para que esse ódio não abale o jogo dele. Claramente eles acabam vendo uma coisa ou outra, mas pedimos para que eles não vejam muito as redes sociais porque existem diversos comentários pesados sem base, infelizmente isso é recorrente na internet.", diz.
Mesmo com a difícil fase competitiva, toda a organização se mobilizou para lutar contra as ações racistas, incluindo comunicados em suas redes oficiais combatendo esse tipo de comportamento.


Share on Google Plus

Postado por : Unknown

    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário